"Na pintura de Manhães a evolução da linha na descrição do episódio esbarra na ilustração do coreografar as figuras semi-caricatas no grande espaço entregue ao sujeito e ao objeto na perseguição de um tema que nem sempre se define, mantendo no olhar do observador uma interrogação que não deixa de ser intrigante.
Mais do que a pintura o desenho protagoniza a composição que, por sua vez prioriza o vertical numa sucessão de planos, algumas vezes entrecortados por horizontais enfáticas, ao propor formas, roteiros, historietas sem começo nem fim que a aproximam daquilo a que hoje chamamos grafite.
A cor tem mais a função de tingir ou dar colorido do que a de expressar mediante autonomia. O que lhe importa, é antes, à sua manière, o instantâneo."

Egas Francisco, artista plástico
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